Cátia Rodrigues

As 10 regras que sigo para me sentir bem (física, emocional e espiritualmente)

O bem-estar holístico – físico, emocional e espiritual – é algo fundamental para mim e por isso, ao longo dos anos, tenho vindo a investir muito tempo em desenvolvimento pessoal em diversas áreas multidisciplinares que a meu ver estão interligadas e contribuem para o meu equilíbrio.

Recordo-me de há alguns anos estar a ler um artigo sobre crianças e adultos Indigo e de, pela primeira vez, ter lido algo com que me identiquei de imediato pela forma como vejo o Ser Humano: o conceito de multidimensionalidade, no sentido do alinhamento e desenvolvimento holístico entre corpo, mente e espírito. Isso fez todo o sentido para mim e para forma como me vejo e vejo os outros.

A minha vida profissional não podia ter seguido outro rumo que não fosse aquele em que posso aprender, explorar e aprofundar formas de aplicar isso à minha vida e à vida de quem estiver na mesma vibração e caminho que eu.

A primeira parte da minha vida – entre a infância e adolescência – foi sobretudo dedicada à leitura e desenvolvimento de capacidades intelectuais; já a adolescência e afirmando-se cada vez mais na vida adulta – foi dedicada ao desenvolvimento do corpo; e só mais tarde, depois dos 30 anos, e sem entender muito bem o porquê de atrair coisas que não me agradavam e me causavam emoções más… passou a ser dedicado ao desenvolvimento da espiritualidade e autoconhecimento.

Eu penso que todos temos capacidades para desenvolver ao longo da nossa vida e por vezes só precisamos de um empurrãozinho e de uns obstáculos na nossa vida para despertarmos para aquilo que viemos desenvolver e ativarmos o nosso potencial nas mais diversas áreas.

Tendo em conta o meu background e experiência de muitos anos em Fitness, como Terapeuta de Reiki e Terapia Floral e Hay Teacher, deixo aqui um apanhado de 10 regras de ouro, que sigo à risca para se sentir bem comigo própria diariamente. Espero que te sejam úteis e te inspirem também a seguires as que fizerem sentido para ti.

 

1 – Não me comparo com ninguém

Esta é a primeira regra de ouro que sigo para o meu bem-estar. Tendo em conta que durante toda a minha adolescência fui vítima de bullying por causa da minha aparência, sendo diariamente gozada na escola, essa foi a melhor ilação que tirei. Todos nós podemos mudar, podemos melhorar. E essa mudança só depende de nós, é da nossa responsabilidade e tem que vir de dentro para fora. Eu acredito que desenvolver amor-próprio é a base para a nossa transformação pessoal de dentro para fora. Já me senti várias vezes pressionada para ficar mais musculada, menos musculada, mais “isto” ou mais “aquilo”… e por isso aprendi a dar sobretudo ouvidos à minha intuição e voz interior, não ao “barulho de fundo” que vem de fora e que muitas vezes só confunde e nos tira do rumo que definimos para nós e nos traz bem-estar e equilíbrio. eu foco-me em mim e apenas em mim e se comparo com alguém é apenas com a pessoa que eu era no passado. Só tenho que ser melhor do que eu era, não melhor do que ninguém.

 

2 – Faço trabalho comigo própria com base no Método Louise Hay 

Tal como aconteceu com todos os cursos de formação que fiz na área das terapias e desenvolvimento pessoal, tirei formação como Hay Teacher para poder fazer esse trabalho de transformação pessoal, em primeiro lugar, comigo mesma. Atualmente, faço as minha auto-análises e continuo a trabalhar em mim própria, aplicando as diversas ferramentas que aprendi para me desenvolver em diferentes áreas, trabalhar na minha auto-confiança, merecimento, prosperidade, auto-estima, entre outras. Sinto que ainda tenho desenvolver diversas áreas e acredito que se alguma coisa demora tempo para se concretizar na nossa vida é porque ainda há lições importantes a serem interiorizadas e desenvolvidas para o nosso bem maior.

 

3 – Todas as semanas faço uma hora de auto-reiki

Foi recentemente que implementei esta medida como mandatória, após um ano de excesso de responsabilidades, de trabalho e muitos afazeres em simultaneo, que levaram a que começassem a surgir alguns sinais de stress pouco agradáveis… Quando paramos para ouvir o nosso corpo é importante que lhe demos aquilo que necessita para se restabelecer e equilibrar.

Sendo uma pessoa muito introvertida, que necessita de muito tempo sozinha e de silêncio para recarregar baterias,e lidando obrigatoriamente com dezenas de pessoas diariamente devido à minha atividade profissional, senti que, ou efetivamente começava a organizar-me e colocar uma sessão de Reiki na minha agenda tão preenchida e corrida, ou iria entrar em risco de entrar em desequilíbrio energético. Decidi, por isso, colocar na minha agenda uma hora de Reiki todos os domingos, que cumpro religiosamente, e além disso comecei a usar diariamente estratégias de auto-proteção e limpeza energética quando estou em determinados ambientes tóxicos.

 

4 – Alimento-me de forma regrada 95 % do tempo

A minha alimentação é muito monótona e rotineira, o que não vejo como algo negativo, porque podemos treinar o nosso paladar para termos resultados e depois torna-se um hábito normal como escovar os dentes ou pentear o cabelo, que simplesmente tem que ser feito. Faz-me sentir bem, de todas as formas, ter consciência que como de forma a estar bem nutrida em termos de vitaminas, minerais e fitonutrientes e que estou a dar ao meu corpo aquilo que ele precisa para funcionar corretamente e que isso se trabalha de dentro para fora.

O nosso corpo é a nossa grande fábrica e só nos compete e nós cuidarmos dela e zelarmos pelo seu bom funcionamento. É pena que se ensine apenas às crianças sobre o funcionamento do corpo e de todas as suas funções e  necessidades nutricionais, numa altura em que ainda não têm maturidade nem experiência suficiente de vida para integrarem esse conhecimento precioso no seu dia-a-dia. Os adultos precisam tanto disso! Adorava que todas as pessoas pudessem ter consciência de como o nosso corpo funciona e de como, tantas vezes o maltratamos pela forma como nos alimentamos, ou não lhe damos a hidratação ou o descanso que precisa.

É verdade que como de forma regrada 95 % do tempo, não faço cheat weekend e nem faço cheat meal todas as semanas, mas quando me apetece fazer uma cheat meal – algo que faço talvez uma vez por mês ou uma vez a cada 2 meses, porque é quando realmente me apetece – não me preocupo minimamente com as calorias que ingiro, nem se os alimentos que vou comer são sem glúten ou sem lactose, etc. É mesmo assim: fuck it! 😉

 

5 – Não me deixo afetar com o fato de não agradar a todos

Uma das maiores vantagens de ser adulta é a possibilidade de não ter a obrigação de agradar a ninguém e sentir-me na boa com isso. Sendo muito observadora e autoconsciente desde sempre, muito cedo me apercebi que vivemos numa cultura em que as pessoas podem see muito intrometidas nas nossas vidas, nas nossas aparências, opinando sobre temas para os quais não foram solicitados. Isso pode ser extremanete castrador ou violento.

A nossa sociedade é muito dada a obrigações mascaradas de regras de “boa educação” que impõem desde cedo às crianças. E em nome de todas as crianças introvertidas e reservadas, gostaria de dizer que a pior coisa que lhes podem fazer é pressionarem-nas para sorrirem mais, para falarem mais, para se integrarem no grupo X, para deixarem os livros e irem brincar com Y. Qualquer criança introvertida irá crescer a achar que é diferente das outras, estranha, que tem algo de errado, o que poderá levar a diversos problemas de auto-confiança e autoestima. Crianças com estas características têm um mundo interior muito rico e muitas vezes é uma desilusão quando tentam criar laços com os outros e percebem que não falam a mesma linguagem, que não têm a mesma profundidade de pensamento, de sentimento, a mesma perceção da realidade, da vida, que não partilham dos mesmos gostos e ideais.

Durante grande parte da minha vida, tentei-me encaixar em grupos e contextos com o quais não me identificava, que drenavam a minha energia e me faziam sentir vazia, não me acrescentando rigorosamente nada. Foi preciso muito trabalho interior e muita coragem para conseguir marcar a minha posição em relação ao que sinto em relação às diversas pessoas, aos ambientes em que me movo e, acima de tudo, permitir-me tratar cada pessoa com o entusiasmo ou indiferença que sentir, e ser sempre boa e verdadeira, em primeiro lugar, para mim. E isto é fundamental para manter o meu bem-estar.

 

6 – Treino com segurança 

Eu adoro treinar e iria ser sentir-me pessimamente se não o pudesse fazer. Já houve alturas da minha vida em que tive lesões, uma delas mais grave, que levou a que ficasse praticamente proibida de treinar pernas durante um mês. Fiquei tão triste com isso e com um sentido de auto-negligência tão grande, que estabeleci desde então que treinar em segurança ia passar a ser algo fundamental no meu dia-a-dia. Por isso, para conseguir treinar o ano todo e prevenir lesões que me impeçam de o fazer, eu tenho cuidado com as cargas que uso e com a execução correta dos exercícios.

 

7 – Tenho horários para dormir e acordar e durmo pelo menos 7 horas por noite

Estive recentemente numa formação de fitness, em que o formador disse que “as pessoas quando querem “crescer”, preocupam-se em comer mais, mas ninguém se preocupa em descansar mais”. Isto fez muito sentido para mim. O treino é importante para termos bons resultados de composição corporal, mas a nutrição e repouso são variáveis que têm ainda mais importância para essa finalidade. Durante o treino, essencialmente “destruimos” músculos”. É com a nutrição e o repouso que os reconstruimos.

Eu lembro-me perfeitamente dos inúmeros caso dos meus colegas que davam aulas de grupo nos ginásios onde trabalhei como Personal Trainer, que davam várias horas de aulas por dia, com um enorme desgaste calórico, e quando iam de férias, mesmo sem ter grandes cuidados com a alimentação, regressavam com menos massa gorda e mais massa muscular. Quais as variáveis que mudavam quando iam de férias? Sobretudo o repouso. Existem também exemplos destes com culturistas que precisavam de aumentar a massa muscular e conseguiram-no dormindo mais horas por noite e encurtando o tempo de treino. E esta, hein?

Além da importância que o descanso tem para uma optimimização da nossa composição corporal, ele é também fundamental para o nosso bem-estar mental. Menos horas de sono representam, muitas vezes, mais irritabilidade, mais ansiedade, mau-estar e menos capacidades cognitivas para executarmos e gerirmos tarefas da rotina diária.

Nunca fui dada a noitadas e saídas à noite, não por uma questão de rigidez, mas simplesmente porque esses ambientes não me interessam, não têm a ver com a minha natureza, nem me acrescentam nada.

Por tudo isto, não faço grandes oscilações nas horas a que vou dormir ou que acordo diariamente, tento dormir entre 7  a 8 horas diariamente e sinto-me em equilíbrio quando o faço.

 

8 – Invisto muito no meu autoconhecimento e desenvolvimento pessoal

Eu estou em constante formação e aprendizagem, seja sobre mim mesma, seja sobre temas do meu interesse e que estão todos relacionados com Fitness, terapias mente-corpo e desenvolvimento pessoal. Além de ler livros sobre nutrição, fitness, psicologia, terapias e desenvolvimento pessoal, todos os anos invisto centenas de euros em formações e vou continuar a investir nisso, pois são uma das prioridades que tenho na minha vida. Isso permite-me desenvolver capacidades e talentos, melhorar como ser humano, tornar-me cada vez mais consciente e inteira.

 

9 – Exploro todas as facetas da minha personalidade 

Não sei se isso acontece com toda a gente, mas eu sou uma pessoa muito eclética, com muitos interesses diferentes como pessoa e demasiado curiosa e versátil para ficar presa a apenas uma forma de me comportar ou ser o tempo todo e com toda a gente. Odeio seguir o rebanho, fazer parte de um só grupo exclusivo e não gosto do que toda a gente gosta ou faz. Por isso, o que quer que me faça sentir viva e conectada com a vida, simplesmente estou lá a desfrutar disso.

Permito-me ser uma profissional com provas dadas, permito-me divertir a minha criança interior com memes que me fazem rir, permito-me explorar a minha sexualidade como bem me apetecer, permito-me ser diferente com diferentes pessoas, permito-me ser uma pessoa séria, fechada e reservada com quem acho que o devo ser, permito-me ser uma pessoa divertida e aberta com quem gosto, permito-me não me deixar conhecer por quem não me interessa, permito-me estar em forma o ano inteiro, permito-me ser aventureira e explorar tudo o que me interessa e faz feliz, permito-me mudar de ideias ou de registo pessoal sempre que concluo que estou errada ou que algo está em excesso.

 

10 – Seleciono bem as pessoas com quem partilho o meu tempo e energia

“Mais vale sozinho do que mal acompanhado”… Esta frase antiga diz-me muito e de facto sou muito seletiva com quem e no que partilho o meu tempo. Tento sempre que sejam situações e pessoas que me acrescentam algo de positivo: seja bom humor, seja diversão, conhecimento, sabedoria ou potencial de cura e desenvolvimento pessoal.

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