Cátia Rodrigues

6 Mitos sobre Pilates

Embora seja uma modalidalide com cerca de 100 anos e com provas dadas no restabelecimento e na manutenção de uma boa saúde, atualmente a prática do Método Pilates está cada vez mais popular, sendo cada vez mais recomendada pela classe médica. No entanto, como instrutora de Pilates, noto que essa popularidade também tem gerado algumas dúvidas e interpretações distorcidas sobre as características e funções do Método.

Nesse sentido e no sentido de desmistificar algumas crenças comuns, deixo-te de seguida uma lista com os mitos mais comuns sobre o Pilates:

 

1 – Pilates é muito fácil

Na verdade o Pilates full Matwork é originalmente constituído por exercícios que requerem um elevado grau de condicionamento físico e domínio do corpo, estando acessível apenas alunos mais treinados. Ao contrário do que muitas vezes se pensa, o Método Pilates é muito físico, no entanto existem progressões para todos os exercícios, que permitem uma evolução e adaptação gradual na prática.

Quando se experimenta uma aula pela primeira vez, o instrutor deve salvaguardar, acima de tudo, a integridade física do aluno  e zelar pela sua segurança e bem-estar, de modo a evitar eventuais lesões e problemas de saúde. Apenas a continuidade na frequência das aulas permitirá ao aluno progredir no fortalecimento da sua musculatura, coordenação motora, precisão e fluidez na execução dos movimentos, rumo à integração gradual de exercícios com um maior grau de complexidade e dificuldade na sua rotina.

 

2 – Pilates é só para “velhinhas”

O Método Pilates é muito apreciado no mundo inteiro por modelos, atletas, atores e bailarinos, que vêm nesta modalidade a melhor solução para terem um corpo esguio, uma postura correta, força e, simultaneamente, leveza e graciosidade na forma como se movem.

O Pilates é também atualmente a modalidade mais recomendado por médicos para pessoas que têm problemas de coluna que, além de lhes causarem dor e desconforto, contribuem também para perderem qualidade de vida. Talvez seja por isso que vemos sobretudo pessoas mais velhas, que foram informadas e esclarecidas pelos seus médicos sobre a opção mais natural e saudável de terem uma coluna mais saudável, e assim diminuirem as suas dores e desconforto e ganharem mais ânimo e qualidade.

Infelizmente se não fosse por recomendação médica, muitas pessoas não teriam conhecimento dos benefícios terapêuticos do Método Pilates. A existência de tantas pessoas de faixas etárias mais avançadas nestas aulas tem sobretudo a ver com recomendações médicas, com indicações terapêuticas, bem como com o facto de a continuidade e assiduidade nas aulas do Método Pilates contribuirem efetivamente para melhorarem a sua qualidade de vida e bem-estar.

 

3 – Pilates é só para mulheres

Não é segredo que as mulheres dominan no Pilates. O mito de que o Pilates é só para mulheres pode, no entanto, estar simplesmene associado ao facto de as mulheres tenderem a gostar mais de aulas de grupo do que os homens. Na verdade, os homens têm imenso a beneficiar com a prática do Método Pilates, nomeadamente por trabalhar a musculatura de uma forma global ao invés de segmentada; por proporcionar uma maior flexibilidade, melhorando assim a amplitude dos movimentos e a elasticidade muscular; por melhorar a consciência corporal; por proporcionar a melhoria na performance do seu desporto favorito – ao trabalhar a estabilidade e o fortalecimento do core, reduz a hipótese de lesão, aumentando também a coordenação e o equilíbrio. 

 

4 – Pilates é igual a Yoga

Embora ambas as técnicas exijam concentração e consciência corporal, são atividades completamente diferentes. Enquanto o Yoga busca a harmonia corporal, mental e espiritual, o foco do Método Pilates é no fortalecimento da musculatura, realinhamento postural e o condicionamento físico.

 

5 – “Eu pensava que a aula de Pilates era com bola”

Embora na maioria dos estúdios e ginásios seja sobretudo utilizado o Pilates Matwork, ou seja exercícios realizados no solo, Joseph Pilates criou uma série de aparelhos que originalmente tinham como objetivos auxiliar a execução dos exercícios do método Pilates no solo, reestabelecendo as principais fraquezas de cada pessoa, atuando de maneira a beneficiar a força muscular, a flexibilidade, melhorar a capacidade cardiorrespiratória, a mobilidade entre o segmentos vertebrais e reestabelecer principalmente a falta de conexão entre nosso centro de força “Power House” e nossos segmentos.

Existem também uma série de pequenos aparelhos, criados por Joseph Pilates, que poderão ser utilizados nas aulas, designadamente se se tratar de uma turma mais “madura” e evoluída no Método. Constato por vezes a desilusão no rosto de pessoas que vêm experimentar uma aula de Pilates, e que tinham a expetativa de que iriam utilizar a bola “de Pilates”. Ora, na realidade, utilizar uma bola para executar exercícios, aumenta exponencialmente o grau de dificuldade dos mesmos, diminuindo a segurança e aumentando o risco de lesão, sobretudo se estivermos a falar de pessoas destreinadas e sem a preparação física adequada. Informo sempre os meus alunos e potenciais alunos que deve existir uma progressão nos exercícios, acima de tudo para sua segurança, que é uma das minhas principais prioridade como instrutora do Método Pilates.

6 – Pilates ajuda a emagrecer

Tal como acontece com o Yoga, a prática de Pilates não implica um grande desgaste calórico. Salvaguardo, no entanto, que, quando se pretende emagrecer, deve-se começar por fazer reeducação alimentar, pois a alimentação regrada é a base da boa forma e conta com 80 % para os nossos resultados, sendo que apenas 20 % cabem à atividade física. Apesar de ser muito comum, é um erro crasso apoiarmo-nos na prática de exercício físico para queimarmos calorias. O mais correto é apoiarmo-nos no controlo daquilo que comemos.

 

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